E na vastidão desse amor fui aprisionado por sombras intermináveis. E na solidão do seu olhar sou contemplado pelo orgulho diminuto, como um dia ganhando a penumbra, à tarde perdendo o estandarte. É à noite, em mim, concreto sólido e próprio orgulho de ser a gloria viajante das ruas sem fim. Sem fim foi você em mim um fracasso, pois durou tanto que em tão pouco para lembrar sinto as chamas da proeza indômita que faz ressoar através do preconceito calado de não refletir.
A cada lugar da cidade, grande cidade, sou prisioneiro das lembranças. Existem em vários lugares paralisadas as minhas formas em concreto, letárgico e ereto, hermético, rígido, paralitico dos sentimentos.
Em um café qualquer estou analisando tetricamente o jornal, as noticias velhas de um dia que ainda não rogou fim. Em qualquer desses vários bares estou afundando a alma, entregando minha penitencia ao fundo do copo, vidrado na inocência, na funesta incumbência de ser solitário. As marcas tiranas que riem.
Em meio à tundra romântica o hormônio ressoou, em versos destacou a anarquia cataclísmica, frágil e fria, concreta em postes escarlates, das ruas, em pegadas póstumas, memórias repostas de um louco são. Nuas ruas de tédio e presságio teu, de peito teu, sou seu, cidade avassaladora, cidade rocha e pedra, de vida morrendo em tempo, logrado ao desalento da infâmia.
Como a vida passa e concretiza a poetiza em lagrimas. Como a vida e dela o pão se dá. Como a calamidade eterniza inúmeras enfermidades do cão a espreita em terras não suas, não minhas, não como há dias por esperar a partida que paralisa, constrangendo o concreto em seu argumento solitário de unicamente ser e estar ali, e assim será!
Em coma o céu trará as lagrimas chuvosas daquela infância ruidosa, na rua dos loucos, pedregosa sensação da existência empoeirada resistência.
O estomago rasga e grita a necessidade, a fome, desalento para o pobre, em democracia pífia e passageira. Desculpas, pois esse seria então um sistema político acusado, benevolente em ser dos piores o melhor, já respirei garrafas plásticas de vodca barata, melhores do que tal ideal, conjugal menestrel dos ataques cardíacos urbanos, pois a fome não é idéia, é vida, e como concreto me detém.
Respiro a areia das prioridades. Primeiro a fome, viciada pelas horas. Depois o fantasma do vicio, que em ruas amargas se candidata a ser o contigo, a cantiga, fechada cantina, parada, parasitas, angustia em traços obsoletos de saudável razão.
Dê a mim, deus de alguém, de algum pão, restante, sobrando, restolho relutante em servir o umbigo que precisa, personifica a miséria em alma fervorosa, anátema do desejo, regorjeio como defesa o fato de ser alheio, periférico, faminto verme acariciando o asfalto como em você nunca soube digerir o prazer.
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